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Vibe Coding

7 erros que travam quem está começando com vibe coding

Evite os erros mais comuns de quem começa com vibe coding e perde horas sem sair do lugar. Veja o que separa quem lança de quem fica preso no loop de ajustes infinitos.

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Caio Braga
19 de maio de 2026 · 5 min de leitura
Sumário do artigo
7 erros que travam quem está começando com vibe coding

Vibe coding parece simples de fora: você escreve o que quer, a IA constrói, você itera. Em teoria é isso. Na prática, tem alguns padrões de erro que aparecem sempre em quem está começando — e que travam o progresso de formas frustrantes.

Este post não é teoria. É o que eu vi acontecer repetidamente, incluindo comigo mesmo no começo.


Erro 1 — Prompts vagos demais no início

O maior erro de quem começa: abrir o Lovable ou o Cursor e escrever algo como "crie um app de produtividade".

A IA vai gerar algo. Mas vai gerar baseada em suposições — e essas suposições raramente batem com o que você tinha na cabeça. O resultado é uma tela de ajustes infinitos tentando chegar num destino que nunca foi descrito.

O que fazer: escreva o prompt inicial como se estivesse passando um briefing para um desenvolvedor que não te conhece. Inclua: o que é o produto, quem usa, quais telas existem, quais ações o usuário faz, quais dados são salvos, qual visual você quer. Leva 10 minutos a mais no início e economiza horas depois.


Erro 2 — Pedir muita coisa de uma vez

"Adiciona login, dashboard, gráficos, exportação de PDF, modo escuro e integração com WhatsApp" — em um prompt só.

A IA vai tentar fazer tudo. Vai fazer mal feito. E você vai passar o resto do dia consertando o que ela quebrou tentando implementar cinco coisas ao mesmo tempo.

O que fazer: uma feature por vez. Sempre. Implemente, teste, confirme que está funcionando — aí passa para a próxima. Parece mais lento mas é mais rápido no total.


Erro 3 — Não testar antes de continuar

Você pediu para adicionar autenticação. A IA disse que fez. Você não testou — e pediu para adicionar o painel de usuário por cima. Quando foi ver, a autenticação estava quebrada e o painel também.

Cada adição nova de funcionalidade assume que o que veio antes está funcionando. Se não estava, o problema se multiplica.

O que fazer: teste cada funcionalidade antes de pedir a próxima. Login funciona? Clica, testa, confirma. Dashboard carrega? Mesma coisa. É chato, mas é o que separa um projeto que funciona de um que parece funcionar.


Erro 4 — Ignorar o que a IA explica

Quando o Lovable ou o Cursor geram algo, eles geralmente explicam o que fizeram e às vezes avisam sobre limitações ou próximos passos necessários. A maioria das pessoas pula direto para o próximo prompt sem ler.

Essa explicação muitas vezes contém avisos como: "a autenticação foi implementada mas você precisa configurar as variáveis de ambiente" ou "este componente depende de uma tabela que ainda não foi criada".

O que fazer: leia o que a IA escreve depois de cada geração. Não precisa entender cada detalhe técnico — mas os avisos e os próximos passos sugeridos costumam ser exatamente o que vai te travar se ignorados.


Erro 5 — Usar a ferramenta errada para o projeto

O Lovable é ótimo para construir interfaces completas do zero com banco de dados integrado. O Cursor é melhor para editar e evoluir código existente. O Claude Code é mais indicado para tarefas grandes e bem definidas em projetos complexos.

Usar o Lovable para fazer pequenas edições num projeto já existente — ou usar o Cursor para construir algo do zero sem saber onde está indo — gera fricção desnecessária.

O que fazer: antes de começar, pense no estágio do projeto. Está começando do zero? Lovable. Tem o projeto e quer evoluir uma parte? Cursor. Quer delegar uma tarefa grande e bem definida? Claude Code.


Erro 6 — Não versionar o projeto

Você estava com tudo funcionando. Pediu uma mudança. A IA fez algo que quebrou tudo. E você não tem como voltar atrás.

Isso acontece porque a maioria das pessoas que está começando com vibe coding não usa Git — e quando a ferramenta não tem histórico de versões nativo (ou o usuário não usa), qualquer erro vira uma catástrofe.

O que fazer: o Lovable tem histórico de versões — use. Se estiver usando Cursor, conecte ao GitHub desde o primeiro dia. Antes de qualquer mudança grande, faça um commit. É um hábito que leva 30 segundos e salva horas.


Erro 7 — Perfeccionismo antes do lançamento

O app está 80% pronto. Funciona. Mas você continua ajustando a cor do botão, o espaçamento do card, a animação da transição. Semanas se passam e nada foi lançado.

O perfeccionismo em vibe coding é especialmente traiçoeiro porque a IA torna cada ajuste fácil demais — você passa horas iterando em detalhes que nenhum usuário vai notar.

O que fazer: defina antes de começar quais são as condições mínimas para lançar. Escreva uma lista com no máximo 5 itens. Quando esses 5 estiverem prontos, lança — independente do resto. O feedback real de usuários vai te dizer o que ajustar, e vai ser muito mais útil do que a sua intuição sobre o botão.


O padrão por trás dos erros

A maioria desses erros tem a mesma raiz: a facilidade do vibe coding cria uma ilusão de que tudo vai dar certo sem planejamento. A IA é rápida, mas não é clarividente. Quanto mais clareza você traz para o processo, mais ela entrega.

Vibe coding com intenção supera vibe coding com velocidade toda vez.

Tags
#vibe coding#erros#lovable#iniciante#dicas#cursor#ia#produtividade
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