Voltar ao blog
Tecnologia

Empresas brasileiras criam categoria contábil para custos com IA generativa

Pesquisa revela que 63% das empresas no Brasil já separam gastos com inteligência artificial no balanço. Entenda o impacto financeiro da IA nas organizações.

C
Caio Braga
09 de maio de 2026 · 3 min de leitura
Sumário do artigo
Empresas brasileiras criam categoria contábil para custos com IA generativa

Introdução

As empresas brasileiras começaram a tratar os gastos com inteligência artificial como uma linha própria no balanço contábil. Uma pesquisa realizada pela Grant Thornton com 2.500 executivos em 30 países mostra que 63% das organizações no Brasil já criaram uma categoria específica para despesas com IA. O movimento reflete a velocidade com que ferramentas como ChatGPT, Gemini e assistentes corporativos deixaram de ser experimentos e se tornaram parte do orçamento fixo. Você está vendo na prática o que muitos especialistas previam: a IA deixou de ser uma aposta de futuro e virou investimento recorrente, com impacto direto nos números das companhias.

Brasil lidera adoção contábil de IA entre países emergentes

O Brasil aparece em segundo lugar no ranking global de empresas que separaram uma rubrica para IA, perdendo apenas para a Índia, onde 71% das companhias já fazem o mesmo. A média mundial fica em 54%, o que coloca o país bem acima do padrão internacional.

Segundo a pesquisa, 89% dos executivos brasileiros acreditam que a inteligência artificial vai gerar crescimento de receita nos próximos 12 meses. Esse otimismo se traduz em números: 83% das empresas nacionais pretendem aumentar os investimentos em IA ao longo de 2025.

O levantamento ouviu líderes de organizações com receita anual entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão. No Brasil, participaram 100 executivos de diferentes setores.

Custos vão além das licenças de software

Quando você pensa em gastos com IA, provavelmente imagina assinaturas de plataformas como Claude ou APIs de modelos generativos. Mas a realidade das empresas inclui uma lista bem maior de despesas.

Os custos envolvem infraestrutura de nuvem para rodar modelos, contratação de cientistas de dados, treinamento de equipes, consultoria especializada e até adequação de processos internos. Muitas organizações também investem em soluções customizadas, que exigem desenvolvimento próprio.

Essa complexidade explica por que faz sentido criar uma categoria contábil separada. Sem isso, os gastos ficam diluídos entre TI, recursos humanos e outras áreas, dificultando a análise de retorno sobre investimento.

Expectativa de retorno impulsiona planejamento financeiro

A criação de uma linha específica no balanço não é apenas uma questão de organização contábil. Ela reflete uma mudança na forma como as empresas enxergam a IA: não mais como tecnologia experimental, mas como ativo estratégico que precisa ser medido e justificado.

Com uma categoria própria, os executivos conseguem acompanhar quanto estão gastando, comparar com resultados obtidos e ajustar investimentos com mais precisão. Isso se torna especialmente importante quando a pressão por eficiência aumenta.

A pesquisa mostra que 82% das empresas brasileiras já usam IA generativa de alguma forma. O número indica que a tecnologia saiu da fase de testes e entrou na operação do dia a dia, o que naturalmente exige controle financeiro mais rigoroso.

Transparência contábil pode acelerar maturidade do mercado

Quando as empresas começam a separar gastos com uma tecnologia no balanço, isso sinaliza que ela atingiu um nível de maturidade. O mesmo aconteceu no passado com cloud computing e transformação digital.

Para você que empreende ou trabalha com tecnologia, esse movimento traz uma vantagem: facilita a comparação de benchmarks entre empresas e setores. Com dados mais claros sobre investimento e retorno, fica mais fácil argumentar internamente por orçamento ou mostrar viabilidade de projetos.

A tendência também deve pressionar fornecedores de IA a oferecer modelos de precificação mais transparentes e previsíveis, já que as empresas agora precisam justificar cada centavo gasto na categoria.

Fechamento

A criação de uma categoria contábil específica para IA marca um ponto de inflexão: a tecnologia deixou de ser novidade e virou linha de custo recorrente. Para quem trabalha com tecnologia ou empreende no digital, isso significa mais clareza sobre investimentos e maior facilidade para planejar projetos com inteligência artificial. Segundo reportagem publicada por conjur.com.br.

● Não perca essa chance

Não perca a próxima edição.

Toda quinta, 9h. Direto na sua caixa.

  • Ferramentas que economizam horas do seu trabalho
  • Agentes e automações que funcionam
  • Bastidores do que estamos construindo

100% gratuito. Cancele quando quiser.

Compartilhar