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As ferramentas que uso para rodar um blog automatizado com IA

As 7 ferramentas que rodam o lowcode.ai no automático: Lovable, Supabase, Claude, GPT-Image, Brave, Make e Search Console, com prós e limites reais.

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Caio Braga
11 de outubro de 2026 · 8 min de leitura
Sumário do artigo
As ferramentas que uso para rodar um blog automatizado com IA

O lowcode.ai publica todo dia no blog e no Instagram, e a maior parte disso acontece sem eu abrir o computador. Por trás tem um conjunto pequeno de ferramentas, cada uma com um papel bem definido. Esta é a lista das ferramentas que uso para rodar um blog automatizado com IA, com o que cada uma faz no meu dia a dia, onde ela me atrapalhou e para quem eu recomendaria.

Nenhuma delas entrou aqui por indicação de terceiros. São as que estão rodando agora, com os problemas reais que apareceram no caminho.

Resumo rápido

Ferramenta Papel no meu stack Modelo de cobrança
Lovable Site, painel administrativo e toda a programação Assinatura com créditos, tem plano gratuito limitado
Supabase Banco de dados, funções, agendamentos e arquivos Plano gratuito e planos pagos
Claude (API da Anthropic) Escolher pautas e escrever textos Pago por uso
GPT-Image (API da OpenAI) Imagens de capa Pago por uso
Brave Search API Buscar notícias por tema Pago por volume de consultas
Make Publicar no Instagram Plano gratuito e planos pagos por volume de execuções
Google Search Console e GA4 Indexação e tráfego Gratuitos

1. Lovable: onde tudo foi construído

O site inteiro, o painel com agenda editorial, a tela de agentes, a importação de posts e as rotas do servidor foram construídos no Lovable, conversando com o agente dele. Eu descrevo o que quero, ele propõe um plano, eu aprovo e ele escreve o código.

O que mais pesa a favor é a velocidade de ir da ideia ao sistema funcionando, com banco, login e deploy resolvidos. Nesta semana, por exemplo, tirei a renderização dos carrosséis do navegador e levei para o servidor em uma tarde de conversa.

Onde ele me atrapalhou: o agente segue o pedido ao pé da letra. Eu pedi um logo "com no máximo 5% da largura" e ele entregou exatamente isso, um logo de 54 pixels, praticamente invisível na capa. O erro foi meu, mas mostra o hábito que você precisa ter: ler o que foi feito antes de publicar, e não só testar se funciona. Cada mensagem também consome créditos, então mudanças pequenas e mal pensadas custam caro no fim do mês.

Para quem serve: quem quer construir produto ou site com sistema por trás sem montar time. Para quem não serve: quem não está disposto a revisar o que a IA fez. Nesse caso, o guia de como debugar um app que a IA escreveu é leitura obrigatória antes.

2. Supabase: o banco que também agenda

O Supabase guarda todos os posts, a fila de reviews, os logs da automação e as imagens. Ele também roda as edge functions que buscam notícias e publicam, e o pg_cron, que dispara essas funções nos horários certos.

O ponto forte é ter banco, funções, agendamento e storage num lugar só, com SQL de verdade por baixo. Quando algo falha, eu consulto a tabela e vejo o estado exato de cada post.

Onde ele me atrapalhou: o pg_cron roda em UTC, e não no horário de Brasília. Todo agendamento precisa ser convertido (7h aqui é 0 10 * * * lá). E a segurança das tabelas depende das políticas de acesso (RLS), que você precisa configurar com cuidado. Eu reuni o que conferir no checklist de segurança do Lovable com Supabase.

Para quem serve: qualquer projeto que vai além de um site estático. Para quem não serve: quem quer zero contato com banco de dados. Mesmo usando IA para escrever as consultas, você vai precisar entender o básico de tabelas e permissões.

3. Claude: o redator e o editor

O Claude, pela API da Anthropic, faz duas coisas na automação: escolhe qual notícia vira post e escreve todo o texto, do título da capa aos slides, legenda, hashtags e a versão longa para o blog. Ele também é o modelo que uso nas conversas em que planejo a semana editorial.

O que pesa a favor é a obediência a regras de estilo longas e específicas. O guia editorial do lowcode.ai tem várias proibições (sem travessão, sem adjetivo vazio, sem número inventado), e ele segue a maior parte delas sem precisar repetir.

Onde ele me atrapalhou: mesmo seguindo bem as regras, ele erra às vezes, e por isso o código tem uma função que remove travessões de todo texto gerado, como rede de segurança. A saída também precisa ser validada: se um campo vem fora do formato ou um número não aparece na fonte, o sistema descarta antes de publicar. A comparação com o principal concorrente está em ChatGPT vs Claude.

Para quem serve: textos longos em português com regras editoriais definidas. Para quem não serve: quem espera publicar a saída do modelo sem nenhuma checagem.

4. GPT-Image: as capas

As imagens de capa do blog e do Instagram vêm do GPT-Image, pela API da OpenAI. O prompt combina um guia de estilo fixo com a cena que o Claude descreveu para aquela notícia.

O ponto forte é a qualidade fotográfica e a capacidade de seguir instruções de composição, como deixar a parte de baixo da imagem escura para receber o título.

Onde ele me atrapalhou: quando eu pedia para ele escrever o título na imagem, cada capa saía com uma fonte diferente, e apareciam textos inventados na cena, incluindo uma data errada. Hoje a regra é que o modelo nunca escreve: ele faz só a foto e o texto é aplicado em código. A geração também leva tempo, por isso ela roda em segundo plano e não trava o resto da automação.

Para quem serve: capas e ilustrações sem texto. Para quem não serve: quem precisa de tipografia consistente dentro da imagem.

5. Brave Search API: a fonte das pautas

A automação de notícias usa a Brave Search API para buscar notícias recentes de cada tema configurado (vibe coding, inteligência artificial, SaaS e automação).

O que pesa a favor é a integração simples: uma consulta por tema, resposta em JSON, com título, link e um resumo.

Onde ela me atrapalhou: o resumo traz só duas ou três frases. Escrever um post a partir disso é pedir para o modelo preencher lacunas com suposição. Por isso o sistema baixa o texto completo da página original antes de escrever. Temas muito amplos também trazem pautas fora do público, e a solução foi usar sinônimos mais específicos em cada tema.

Para quem serve: quem quer um radar automático de notícias por palavra-chave. Para quem não serve: quem precisa do conteúdo completo das matérias direto da API.

6. Make: a ponte com o Instagram

O Make recebe cada post pronto por um webhook, publica o carrossel pelo app Instagram for Business e avisa o site se deu certo ou não.

O ponto forte é não precisar lidar diretamente com a API da Meta, que tem muitas exigências de conta e de permissão. O cenário é visual e fácil de ajustar.

Onde ele me atrapalhou: o tratamento de erro não vem pronto. No meu cenário, a rota de erro devolvia uma mensagem vazia, e o painel só dizia que a publicação falhou, sem motivo. Foi preciso mapear a mensagem de erro do módulo do Instagram no retorno. Se você ainda está escolhendo a ferramenta de automação, a comparação completa está em Make vs n8n.

Para quem serve: quem quer conectar sistemas sem escrever integração com cada API. Para quem não serve: fluxos com volume muito alto, em que o custo por execução pesa mais que hospedar a própria automação.

7. Google Search Console e GA4: o placar

O Search Console mostra o que o Google indexou e por quais buscas o site aparece. O GA4 mostra de onde vêm as visitas e o que as pessoas leem.

Foi pelo Search Console que acompanhei o site sair de 1 para mais de 80 páginas indexadas depois de corrigir problemas técnicos, e foi lá que entendi que vários avisos assustadores eram comportamento esperado. As "páginas alternativas com canonical adequado", por exemplo, eram só variações de filtro apontando para a página certa.

Onde eles me atrapalharam: o GA4 subestima o tráfego que vem do Instagram, porque link em comentário não é clicável e quem copia a URL entra como acesso direto. A solução foi uma página de links na bio com UTM em cada link.

Para quem serve: todo site, sem exceção. São gratuitos.

Como eu montaria hoje, começando do zero

Eu começaria só com Lovable, Supabase e Search Console, publicando à mão por algumas semanas. Depois entraria o Claude para acelerar a escrita, ainda com revisão de cada post. Imagem automática, busca de notícias e publicação pelo Make viriam por último, quando o processo manual já estivesse claro.

A ordem importa porque cada ferramenta automatiza um processo que você precisa entender antes. Automatizar uma etapa que você nunca fez à mão é a forma mais rápida de publicar erro em escala. Os custos de rodar um projeto assim estão detalhados em quanto custa rodar um micro SaaS feito com IA.

O que fazer agora

  1. Liste o que você faz toda semana para publicar: pauta, texto, imagem, agendamento, divulgação. Marque quanto tempo cada etapa leva.
  2. Escolha uma única etapa para automatizar primeiro, de preferência a que mais toma tempo e menos depende do seu julgamento.
  3. Cadastre o site no Google Search Console hoje, mesmo que ainda tenha poucos posts. O histórico começa a contar a partir do cadastro.
  4. Antes de automatizar texto com IA, escreva o seu guia de estilo com as proibições e o formato de entrega. Ele vira o prompt.
  5. Para cada ferramenta nova, defina onde o erro vai aparecer quando ela falhar. Se a resposta for "em lugar nenhum", resolva isso antes de ligar a automação.
Tags
#ferramentas de ia#blog automatizado#lovable#supabase#make
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