ING usa IA generativa para construir sistemas de trading com Vibe Coding
Banco holandês ING adota Vibe Coding para desenvolver plataformas de negociação usando linguagem natural. Entenda como a IA está transformando o desenvolvimento financeiro.
Sumário do artigo

Introdução
O ING, um dos maiores bancos da Europa, está usando IA generativa para construir seus novos sistemas de trading através de uma abordagem chamada Vibe Coding. A instituição financeira holandesa adotou essa técnica que permite criar software usando linguagem natural em vez de código tradicional.
A iniciativa faz parte de uma estratégia maior do banco para acelerar o desenvolvimento de suas plataformas de negociação. Em vez de depender exclusivamente de programadores tradicionais, o ING está capacitando seus traders e analistas financeiros para construírem ferramentas diretamente através de prompts em linguagem natural.
Essa mudança representa uma transformação significativa na forma como instituições financeiras desenvolvem tecnologia. O banco está apostando que profissionais com conhecimento do negócio podem criar soluções mais alinhadas às necessidades reais do mercado.
O ING está treinando traders para programarem com IA
O banco implementou um programa interno onde traders e especialistas financeiros aprendem a usar ferramentas de IA generativa para desenvolvimento. Esses profissionais descrevem o que precisam em linguagem comum, e a IA transforma essas instruções em código funcional.
Segundo a Bloomberg, o ING já possui dezenas de funcionários trabalhando com essa metodologia. O objetivo é reduzir o tempo entre identificar uma necessidade de mercado e ter uma solução funcionando.
A estratégia também resolve um problema crônico do setor financeiro: a distância entre quem entende de trading e quem sabe programar. Com Vibe Coding, essa barreira diminui consideravelmente.
Sistemas de trading estão sendo construídos mais rápido
As novas plataformas de negociação do ING estão sendo desenvolvidas em uma fração do tempo que levariam com métodos tradicionais. O banco reportou reduções significativas nos ciclos de desenvolvimento.
Essa velocidade permite que o ING responda mais rapidamente a mudanças regulatórias e oportunidades de mercado. Quando surgem novas necessidades, as equipes podem prototipar soluções em dias em vez de meses.
A abordagem também facilita iterações rápidas. Se um trader identifica que uma funcionalidade precisa de ajustes, ele mesmo pode fazer as modificações através de novos prompts para a IA.
Bancos tradicionais competem com fintechs usando IA
O movimento do ING reflete uma tendência maior no setor financeiro. Bancos estabelecidos estão usando IA generativa para recuperar a agilidade que perderam para startups fintech.
Enquanto fintechs nasceram com tecnologia moderna e equipes enxutas, bancos tradicionais carregam sistemas legados e processos burocráticos. Vibe Coding oferece um caminho para modernização sem precisar reescrever toda a infraestrutura.
Outras instituições financeiras europeias e americanas estão observando a experiência do ING de perto. O sucesso dessa iniciativa pode definir um novo padrão para desenvolvimento de software no setor.
Riscos e controles permanecem essenciais em finanças
Apesar da automação, o ING mantém camadas rigorosas de revisão e teste. Todo código gerado por IA passa por validação de segurança e conformidade antes de entrar em produção.
O banco também estabeleceu diretrizes claras sobre quais tipos de sistemas podem ser desenvolvidos com Vibe Coding. Aplicações críticas ainda exigem supervisão de engenheiros seniores.
Essa cautela é fundamental no setor financeiro, onde erros podem resultar em perdas milionárias ou violações regulatórias. A IA acelera o desenvolvimento, mas os controles humanos permanecem indispensáveis.
Fechamento
A experiência do ING demonstra que Vibe Coding está saindo da fase experimental e entrando em aplicações corporativas de alto impacto. Para você que trabalha com tecnologia ou empreendedorismo digital, essa tendência sinaliza uma mudança profunda em quem pode criar software e como. Segundo reportagem publicada por bloomberg.com.
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